Lixos em nossos caminhos
- mutipoder
- Aug 9, 2022
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Não dá para entender como, com tanta gente incomodada com o problema e suas consequências, possa haver lixo jogado pelas ruas de uma cidade. Na maior parte das cidades de nosso país, é comum, ao caminharmos pelos espaços públicos, nos depararmos com coisas descartadas indevidamente causando, além da poluição visual, o risco de graves consequências como: enchentes, incêndios, acidentes, propagação de doenças e pragas.
Somos nós mesmos, os cidadãos, as vítimas desses descasos com a manutenção de nossas cidades e também os causadores do problema. A questão desse descaso nem mesmo está relacionada com os níveis sociais ou educacionais. Basta um olhar atento para descobrir muita gente instruída e abastada sem nenhuma consciência socioambiental. Jovens de classe média, classe média alta se reunindo nas ruas e largando garrafas - muitas vezes quebradas), copos, embalagens de lanches, jogados no local; motoristas apressados atirando objetos e restos de alimentos pelas janelas; pessoas descartando garrafas pets, copos e sacolas plásticas - alguns dos maiores causadores de entupimento de bueiros, bocas de lobo e córregos, sem a mínima precaução de que o lixo não será arrastado pela próxima chuva.
Quem é o culpado?
Os outros! Essa é resposta mais comum que se ouve quando queremos achar os culpados desses descaso. Muitos atribuem aos poder público que é o responsável por manter a cidade limpa. Outros as empresas fabricante dos produtos que deveriam ser responsáveis pelo correto descartas. Cidadãos apontam outros cidadão - eu faço correto, mas meu vizinho não. O fato é que independente de quem é o responsável, como já foi dito, o problema atinge a todos independente de qualquer coisa.
Achar culpados é uma ilusão que adotamos para nos sentirmos melhor e agindo diante de um problema. No entanto, pode nos levar a mitigar a solução que, no fundo, é a coisa mais importante.
E a solução?
No caso dos problemas socioambientais que acontecem nos ambientes urbanos, se os próprios cidadãos, cientes da situação e de suas consequências, agirem em conjunto para solucioná-los, mais do que resolver, estarão realizando um processo educacional, onde aquele que participa de um movimento, torna-se uma pessoa consciente e, provavelmente, nunca mais causará danos semelhantes em seu próprio ambiente.
Os componentes estão disponíveis. Temos pessoas incomodadas e conscientes de que há problemas socioambientais ocorrendo bem debaixo de seus narizes e, pior, afetando eles mesmo. Então o que falta para que essas pessoas ajam?
A resposta é organização. É necessário que haja um processo estabelecido que consiga, primeiro, alertar sobre o problema, depois, juntar pessoas interessadas nele e então organizar ações que possam combate-lo ou, pelo menos, mitigá-lo.
Com essa fórmula simples, dá para fazer muita coisa: limpar espaços públicos, ajudar pessoas em situação de rua ou miséria, tornar a cidade um lugar mais agradável de viver, levar alegria para a vida das pessoas.
Por Reynaldo Braga Floriano - jornalista


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